Leitura: Mt 18.15-22.
A disciplina eclesiástica está em risco de extinção, ameaçada pelo individualismo e a liberdade de escolha do pós-modernismo. Nessa “nova era” antropocêntrica, a igreja é vista como uma organização altamente dependente do indivíduo, e que precisa conservá-lo ao custo de várias exceções. O medo da impopularidade leva muitos líderes à cumplicidade e pecados são justificados em nome de uma atitude mais “humana”. Por outro lado, muitos, em nome do zelo pela disciplina, cometeram injustiças e causaram mais males que bens. Entretanto, a disciplina é necessária na igreja, hoje e em todas as épocas, quando exercida com amor. O termo “disciplina,” em geral, é empregado em vários sentidos: uma área de ensino, ao exercício da ordem, ao exercício da piedade ou a medidas corretivas no seio da igreja. É notável que na primeira referência no Novo Testamento sobre a Igreja local (Mt 18.15-17), e também na última (Ap 3.19), o assunto é sobre a necessidade de disciplina nesta Igreja.
Há alguns tipos de disciplina mencionados na Bíblia:
Disciplina Divina - onde Deus mesmo corrige os Seus filhos pessoalmente (At 5.1-11).
Disciplina Própria - onde nós mesmos corrigimos as nossas atitudes erradas (1 Co 11.31)
Disciplina no Lar - onde os pais corrigem seus filhos (Ef 6.4). Além destas, muitas vezes há a necessidade de disciplina na igreja.
A igreja tem autoridade, dada por Deus, para disciplinar (Mt 16.19; 18.18). A autoridade na disciplina nunca vem daquele que a aplica, mas daquele que a ordenou, ou seja, o Cabeça e Senhor da Igreja, Cristo (Ef 1.22-23). A igreja local aplica a disciplina em nome de Deus. A pergunta a ser feita não é “com que direito a igreja disciplina?”, mas: “Com que direito um membro da Igreja do Cordeiro profana o sangue da aliança e ultraja o Espírito da graça?” (Hb 10.29). Nenhum direito nos é dado, mas sim a responsabilidade de amar o pecador e vigiar para que também não caiamos (1 Co 10.12).
Os propósitos da disciplina são:
1. Manter a reputação de Deus (Rm 2.23,24). Deus é santo e exige que o seu povo também o seja e que haja santidade na sua congregação (Dt 7.6; 28.9; 23.14). O céu é santo (Sl 20.6), o Nome de Deus é santo (Sl 30.4), o trono de Deus é santo (Sl 47.8), o homem de Deus é santo (Sl 106.16), o caminho de Deus é santo (Is 35.8), os mandamentos de Deus são santos (Rm 7.12), o temor a Deus é santo (Hb 12.28), os anjos são santos (At 10.22), JESUS é Santo ( Mc 1.24), O Espírito é Santo (Lc 3.22) e Ele nos ordena que sejamos santos (1 Pe 1.15,16; Ap 22.11).
2. Proteger a pureza moral e a integridade doutrinária da igreja (1 Co 5.6,7; 2 Jo 7-11; 1 Tm 1.13). A igreja não pode tolerar o pecado (Ap 2.20). Se Cristo deseja sua igreja “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27), a disciplina eclesiástica é altamente relevante, pois é um meio instituído por Deus para manter pura a sua igreja. O servo de Deus sempre deve almejar a pureza da noiva do Cordeiro (2 Co 11.1-3), mesmo diante da possibilidade da sua contaminação pelo mundo.
3. Salvar a alma do crente e restaurá-lo à comunhão com Deus e com a igreja (Mt 18.15; Tg 5.19,20; 2 Co 2.7,8; 10.8; Hb 12.6-11; 2 Ts 3.6-15; 2 Tm 2.22-26).
4. Dissuadir outros a não pecarem, temendo a disciplina (1 Tm 5.20; At 5.11).
A disciplina não é obrigatoriamente sinônimo de exclusão, assim como o remédio para tratar um membro doente não é a amputação, senão em último recurso. Isto ocorre frequentemente por falta de habilidade para tratar o caso e por falta de misericórdia por parte dos crentes. A disciplina tem o propósito de educar, corrigir, livrar do mau caminho (Pv 6.20,23; 5.22,23).
Passos para a disciplina, ensinados por Jesus:1. Repreensão particular (v15; 1 Ts 5.14; Hb 10.25). Uma das melhores coisas a se fazer por um irmão em pecado é confrontá-lo em amor (Pv 27.5-6).2. Com testemunhas (v16; Jo 8.17; 2 Co 13.1; Hb 10.28; 1 Tm 5.19), com o propósito de conscientizar o ofensor quanto aos prejuízos de sua atitude para com a comunidade do corpo de Cristo e prover testemunhas. Isto é uma referência à prática do AT de não se condenar alguém com base apenas em uma opinião pessoal (ver Nm 35.30, Dt 17.6 e 19.15).3. Repreensão pública (v17). Diante de tal pronunciamento cada membro do corpo de Cristo deve orar pelo pecador, evitar comentários desnecessários (2 Ts 3.14-15) e vigiar a si próprio (1 Co 10.12). Tal oficialização pública da disciplina traz implicações temporárias em relação aos sacramentos (1 Co 11.27);4. Desligar da comunhão (v17). Nesse caso, o ofensor é tido como gentio (a quem não era permitido entrar nos átrios sagrados do templo do Senhor) e publicano (que eram considerados traidores e apóstatas: Lc 19.2-10). Com estes não há mais comunhão cristã, pois deliberadamente recusam os princípios da vida cristã (1 Co 5.11). Se o seu pecado é heresia, ou seja, o desvio doutrinário das verdades fundamentais ensinadas nas Escrituras, eles não devem nem mesmo ser recebidos em casa (2 Jo 10-11).
A disciplina deve ser exercida em amor (Hb 12.6-11; Ef 4.15; 2 Ts 3.15; 2 Jo 6; 2 Co 2.6-8; Pv 13.24), mansidão (2 Tm 2.24,25; Gl 6.1), bondade (Rm 15.14), paciência (1 Ts 5.14) e com pesar (1 Co 5.1,2).As Escrituras mostram que a disciplina de Deus é um exercício do seu amor por seus filhos (Hb 12.4-13). Amor e disciplina possuem conexão vital (Ap 3.19). Além do mais, disciplina envolve relacionamento familiar (Hb. 12.7-9), e quando os cristãos recebem disciplina divina, o Pai celestial está apenas tratando-os como seus filhos. A disciplina que vem do Senhor “é para o nosso bem (v. 10).” Ainda que seja inicialmente doloroso receber disciplina, a mesma produz paz e retidão (v. 11). O propósito de Deus em disciplinar não é o de incapacitar permanentemente o pecador, mas antes de restaurá-lo à saúde espiritual (v. 13). A igreja não pode ser : “o único exército que abandona seus feridos no campo de batalha”.
O pecador deve ser afastado, antes que contamine outros (Rm 16.17; 2 Ts 3.6, 14; 1 Co 5.6-13; 1 Tm 1.20). O Obreiro que causar escândalo deve ser tratado com o mesmo rigor (1 Tm 5.19,20; Gl 2.11-18)
Motivos para disciplina / afastamento: • Divisões e escândalos (Rm 16.17; Tt 3.10-11; At 20.29,30; 16.17-20)• Devassidão, idolatria, bebedices, roubo, maledicência (Rm 5.11)• Heresia (2 Jo 6,9,10)• Imoralidade (1 Co 5.1);• Blasfêmia - ensinar doutrina errada sobre a pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo (1 Tm 1.20).
Os pecados que foram explicitamente disciplinados no Novo Testamento eram conhecidos publicamente e externamente evidentes, e muitos deles haviam continuado por um período de tempo.
Casos que precisam de orientação, mas não punição:
• Tropeço (Gl 6.1). Neste caso o pecado não foi planejado e não era costume da pessoa agir assim.
• Dúvidas sobre doutrina (Jd 16-23). Estas pessoas não são falsos ensinadores, mas precisam de compaixão e esclarecimento.
• Desordenado (2 Ts 3.6-14). Esta pessoa intromete na vida de outros; ou não quer trabalhar para ganhar a sua vida material; passa muito tempo nas casas dos outros falando o que não deve; usa a Palavra publicamente para atacar outros. Toda a igreja deve mostrar que não está gostando do seu comportamento e não deve dar oportunidades para ele.
A disciplina visa à restauração. Portanto, o disciplinado deve ser acompanhado e orientado pela igreja em todo o tempo da sua disciplina. Não deve ser afastado dos cultos de instrução e oração, pois neste momento ele está fraco e precisando alimentar seu espírito com as coisas de Deus.O arrependido e disciplinado deve ser genuinamente perdoado (Lc 17.3). Deus perdoa, mas a igreja local muitas vezes não esquece, mas isola o irmão e o trata como se não tivesse sido perdoado. A igreja precisa perdoar como Deus o faz (Mq 7.18,19).Paulo exorta a igreja para que manifeste perdão, conforto e reafirmação de amor para com o arrependido, para que “o mesmo não seja consumido por excessiva tristeza” (2 Co 2.7-8). Outra razão para esta exortação é para que “Satanás não alcance vantagem” sobre a igreja, criando amargura, discórdia e dissensão (v. 11). Há sempre a possibilidade de que o disciplinado não se submeta à disciplina, e acuse a igreja de discriminação. Tal atitude apenas manifesta ignorância e estupidez (Pv 12.1 - tradução literal). Segundo as Escrituras, é o pecado e a determinação em segui-lo que gera discriminação, e não a disciplina (1 Co 5.5 e 1 Tm 1.20). O homem espiritual deve submeter-se à disciplina (Hb 13.17) e não rejeita-la, pois isso seria seu fim (Pv 5.11-14).
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Manejando bem a Palavra
"Procura (ou estuda para) apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja (ou divide) bem a Palavra da verdade"- II Tm 2.15
* * * *
Os que procuram ensinar a Palavra de Deus, dividindo-a bem, deparam frequentemente com a contestação de que "Toda a Escritura é divinamente inspirada e é proveitosa..." ( II Tm 3.16). Com a citação desta passagem pretende-se afirmar que a divisão da Bíblia em dispensações, e a ênfase dada às diferenças entre si, constituem uma desonra para Deus, uma vez que, de Gn 1 a Apocalipse 22, tudo o que ali se encontra é para nós.
Significará, então, isso que II Tm 2. 15 e II Tm 3.16 se contradizem? Decerto que não. O fato é que os dois versículos, escritos apenas com um intervalo de escassos parágrafos, pelo mesmo autor, à mesma pessoa, e no mesmo Livro, completam-se mutuamente. II Tm 3.16 declara que toda a Bíblia foi dada para proveito do obreiro de Deus, enquanto que II Tm 2.15 explica como esse proveito pode ser obtido por ele. Toda a Escritura é de fato proveitosa quando "bem dividida", porém, quando é mal dividida ou nem dividida é, a verdade é transformada em mentira e torna-se improfícua, isto é, nada proveitosa. Assim, II Tm 2.15 é a chave para II Tm 3.16 e para a compreensão e gozo da Palavra da verdade.
A grande dificuldade jaz no fato de a maioria dos crentes se furtar ao esforço envolvido no estudo das Escrituras que tem em vista a sua divisão correta. E, infelizmente, os seus líderes espirituais encorajam-nos muitas vezes na sua letargia.
Há alguns anos ouvimos um pregador exclamar: "Alguns dizem, ‘Isto é para o Judeu e aquilo é para a Igreja’. Eu tomo a Bíblia toda!"
Quereria ele dizer com isso que nós não deveríamos distinguir entre o programa de Deus para Israel nos tempos do Velho Testamento e o Seu programa para o Corpo de Cristo nos nossos dias? Certamente que não, mas deu a entender isso. Quereria com isso dizer que os que dividem assim a Palavra de Deus não crêem em toda a Bíblia? Não, mas deu essa impressão. Ele desencorajou os seus ouvintes do empenho e do esforço na divisão correta da Palavra da verdade, ao dar a entender que os que assim fazem, rejeitam partes da Bíblia como não sendo para eles. E este pregador era representante de um grande número de líderes espirituais na Igreja hodierna!
Será de admirar que a maioria dos crentes use a Bíblia meramente para leitura devocional, negligenciando, muitas vezes, mesmo isso? Como se pode esperar que tenham interesse no estudo das Escrituras quando os seus próprios líderes falham em ser o exemplo? Basta olhar à volta para se ver isso. Onde estão os ensinadores bíblicos do passado? O que é que aconteceu às grandes conferências bíblicas do passado, que se fazia por todo o globo? Quantos pregadores ensinam a Palavra de Deus às suas congregações? E os missionários e evangelistas? Não há atualmente um sentimento difundido por toda a parte de que eles não necessitam de estudar demasiado a fundo as Escrituras, uma vez que "a tarefa deles é ganhar almas"?
Como resultado, a grande maioria dos crentes compreende na realidade muito pouco da Palavra de Deus. Conhecem os fatos básicos da salvação, mas parecem bastante satisfeitos em permanecer sem conhecimento quanto às verdades preciosas que, examinadas, fariam deles obreiros aprovados por Deus, não necessitando de se envergonharem do seu serviço para Ele.
Mas, em vez de estudarem até atingirem uma melhor compreensão da Palavra de Deus, e de se tornarem hábeis no seu uso, muitos se vangloriam de estarem satisfeitos com "as coisas simples"!
E isto, depois de Paulo ter orado fervorosamente para que os crentes tivessem o espírito de sabedoria e revelação no conhecimento de Cristo ( Ef 1.17), para que conhecessem o que era seu em Cristo (Ef 1.18-23) e compreendessem a sua largura e comprimento e profundidade e altura! (Ef 3.18). Isto, depois de todo o seu labor e conflito e luta para que tivessem "a plenitude da inteligência (ou a completa certeza do conhecimento)"! (Col 1.28 – 2. Isto, depois de todas as suas orações para que fossem "cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual (Col. 1.9). Isto, depois da sua repreensão aos bebês carnais a quem ele só podia pregar Cristo crucificado, e nada mais; e a quem ele teve de alimentar somente com leite, porque não podiam digerir alimento sólido! (I Cor 2.3).
Muitas vezes os crentes indolentes consideram-se bastante espirituais, meramente porque as suas orações afloram facilmente à flor da pele. Vangloriam-se no seu contentamento com "as coisas simples", quando deviam envergonhar-se da sua indiferença para com a Palavra escrita. Clamam ter grande devoção para com Deus, mas negligenciam o único meio de conhecê-lo melhor. Professam ter fé fervorosa n’Ele, mas dificilmente descobrem o que Ele lhes disse precisamente. Não meditam como Davi, na Palavra de Deus, dia e noite, nem como os profetas que "inquiriam e tratavam diligentemente" quanto ao seu verdadeiro significado.
Os resultados desta atitude para com a Palavra de Deus são aterradores, pois embora tal atitude possa levá-los a confiarem em Cristo para a salvação, conduzi-los a exercitarem, na maioria dos casos, uma fé cega, supersticiosa, que só pode desonrar a Deus. Os sentimentos são tomados por fatos e os seus próprios desejos pela Palavra de Deus. Tomam uma direção errada dizendo, "Mas eu orei fervorosamente ao Senhor quanto a isso e agora me sinto perfeitamente em paz". Afirmam, "O Senhor falou-me", e referem-se a algum sentimento em vez de se referirem a alguma passagem das Escrituras consistentemente aplicada. Dizem descuidadamente, "Se encontra na Bíblia, creio", mas quando lêem a Bíblia tomam para si somente o que excita os seus corações, sem aplicarem o resto, e não sabendo exatamente porque.
Mas os que se vangloriam no seu contentamento com "as coisas simples" e se opõem ao estudo dispensacional da Bíblia, na base de que toda ela é para nós, têm certamente ignorado o fato de que todas as Escrituras foram dadas para que o homem de Deus fosse perfeito e perfeitamente instruído para a Sua obra. (Ver II Tm 3.17).
Existe uma grande diferença entre o "filho de Deus" e o "homem de Deus", e ninguém que permaneça menino na verdade pode ser aprovado como obreiro para Deus ou como soldado de Jesus Cristo, pois os obreiros que Deus aprova devem saber como manejar bem a Palavra da verdade e os soldados que Ele honra devem saber como empunhar a Espada do Espírito.
Simpatizamos com os que têm começado a estudar a Bíblia dispensacionalmente e têm ficado confusos. No seu início, o estudo de quase todas as coisas é confuso, mas quando há perseverança da nossa parte, começamos a compreender e a colher os frutos do nosso trabalho. Na verdade, para qualquer pessoa inteligente, as Escrituras continuam a ser confusas até que se aprenda a manejá-las, ou dividi-las, e a compreendê-las bem. E que gozo se pode comparar ao ter a compreensão mais plena da Palavra de Deus?
A respeito do grande reavivamento espiritual no tempo de Esdras, quando a lei foi lida e explicada ao povo de Israel, está escrito o seguinte:
"Então todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas; PORQUE ENTENDERAM AS PALAVRAS QUE LHES FIZERAM SABER" (Ne 8.12).
Na manhã da ressurreição, dois discípulos iam a caminho de Emaús, cansados e com o coração partido porque o Seu Mestre tinha sido crucificado. Eles não compreendiam que segundo a Palavra profética Ele devia sofrer e morrer antes de entrar na glória. Então, sem que se desse a conhecer, o Senhor Jesus aproximou-se deles e explicou-lhes isso pelas Escrituras até eles entenderem, crerem e se regozijarem.
"E disseram um para o outro: PORVENTURA NÃO ARDIA EM NÓS O NOSSO CORAÇÃO QUANDO, PELO CAMINHO, NOS FALAVA, E QUANDO NOS ABRIA AS ESCRITURAS?" (Lc 24.32).
O estudo dispensacional da Bíblia pode no início parecer confuso, mas na realidade ele dissipa toda a confusão, explica problemas difíceis, reconcilia aparentes contradições e confere poder ao ministério do crente.
Se entrássemos no interior duma moderna Repartição Postal dos Correios nos Estados Unidos, sem dúvida que nos pareceria tudo bastante confuso. Porém, seria um erro sugerir a acumulação de toda a correspondência num canto e dividi-la indistinta e promiscuamente, distribuindo-a a todos os que a viessem buscar, como alguns fazem com a Bíblia. Os empregados da Repartição "dividem bem" a correspondência na sua distribuição e, deste modo, cada pessoa recebe o que lhe foi dirigido a si. O que aparenta ser confuso para o principiante, não é senão uma simplificação da obra a ser feita de maneira a que cada pessoa obtenha a sua própria correspondência privada.
Embora na Bíblia, aquilo que foi dirigido aos de outras dispensações nos seja dado para nossa instrução e proveito, não devemos confundir isso com a nossa correspondência particular ou cometer o erro de tomar a peito instruções dirigidas a outros.
Enquanto eu leio a correspondência que é dirigida a mim, um amigo meu pode pôr na minha mão, para meu interesse ou informação, a correspondência que lhe é dirigida a ele. A sua correspondência e a minha podem conjuntamente servir de informação e de proveito; todavia, devo ter cuidado em não confundir as duas, esperando receber coisas que foram prometidas apenas a ele ou tomar a peito instruções que lhe foram dirigidas.
Assim, toda a Bíblia é para nós, mas nem toda é dirigida a nós ou escrita acerca de nós, e se queremos realmente compreendê-la e gozá-la e saber como usá-la eficazmente no serviço para Cristo, devemos ter sempre o cuidado em notar quem está a escrever, a quem, o quê, quando, e porquê.
Como todos pecaram?
Rom 5.12 – Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
1- Alguns interpretes dizem: "Em Adão";, isto é, todos os homens participaram, em Adão, do pecado original, e contra esse pecado é que o juízo foi proferido. Essa idéia é frisada por causa da analogia com o ato isolado de justiça que nos outorgou a justificação. A expiação de Cristo foi exatamente esse ato, mediante o qual somos justificados, e não mediante inúmeros atos de justiça que porventura pratiquemos. Por semelhante modo, somos julgados por causa de um único ato – o pecado de Adão – do qual todos participamos. Há evidências rabínicas em favor dessa idéia.
2- Outros afirmam que em Rom 5.12 fala de pecados individuais (e essa opinião é confirmada pela maioria dos intérpretes). Também há evidências rabínicas quanto a esse ponto de vista.
3- Talvez seja melhor misturar esses pontos de vista. O homem nasce com o pecado original. Ele pecou em Adão. Mas cada indivíduo também tem seu próprio pecado. E ambas as modalidades o condenam. Isso está em consonância com os princípios ensinados em Rom 2.6, cada um será finalmente julgado de acordo com suas próprias obras. O pecado de Adão é a raiz; os pecados da humanidade são os ramos; os pecados individuais são os frutos. A sentença de julgamento recai sobre a árvore inteira, e não apenas sobre uma parte da mesma. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, Rm 3.23.
Como ilustração do que Paulo procurava dizer aqui, podemos usar uma árvore, com suas raízes, com seu desenvolvimento acima do solo e com seus frutos. A realidade de tudo quanto uma árvore é que se origina de suas raízes. Uma árvore, entretanto, é bem mais do que apenas as suas raízes; pois também consiste no grande tronco que se eleva da superfície do solo. Também inclui até mesmo os seus frutos. Ora, outro tanto sucede no caso do pecado. A raiz é o pecado de Adão, e o juízo divino foi pronunciado contra a raiz. Mas o pecado também desenvolveu o seu tronco, visível para todos, o que representa o princípio do pecado, que opera neste mundo. Finalmente, o pecado tem seus frutos, o que significa os atos individuais de todos os homens. Ora, tais atos também produzem o julgamento, determinando a intensidade do mesmo, porquanto a declaração bíblica, freqüentemente repetida, é que os homens serão julgados de acordo com as suas obras. Portanto, para dizermos toda a verdade, o pronunciamento original do julgamento foi contra a transgressão de Adão, de cujo julgamento todos os homens são apresentados como participantes. Jesus é o único que pode livrar o homem do pecado que o leva de passos largos ao inferno. Ao morrer na cruz do calvário, derramando seu sangue inocente em favor da humanidade, Jesus nos comprou, nos resgatando das garras de Satanás e da escravidão do pecado. De maneira que, quando uma pessoa aceita Jesus como seu único e suficiente Salvador, os seus pecados são purificados e o seu nome é escrito no livro da vida. Dou graças a Deus porque fui alcançado por essa tão grande salvação, a qual me transformou em um novo homem, para louvar e glorificar o nome do meu Senhor Jesus Cristo. Amém.
Contra quem lutamos?
A Bíblia afirma: «Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.» Ef 6:12.
Há dois oponentes convivendo dentro de mim. Constantemente eles combatem. Ganha sempre o que estiver mais preparado para a peleja. A preparação consiste em alimentação e treinamento. As fontes das quais eu bebo definem qual dos lutadores será contemplado. Contemplado com energia e preparo. Quanto mais alimentado e preparado, mais forte este se torna. E o próximo confronto já está definido antes de seu começo. Muito embora, se engana aquele que acredita que a carne é a inimiga infame. Quem está vivo é carne, e quem vive com o Espírito é carne em parte também. Esta é a razão que define o maior privilégio do ser humano; ser carne, mas escolher frustrá-la em nome do Espírito. Não lutamos contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades. E essa máxima define o nosso inimgo. Não é este o nosso corpo nem a natureza humana. O inimigo é toda a gama de planos ardilosos que o caído, juntamente com seus comparsas, arquiteta contra nós, os servos do Rei. Portanto, lutar pela santidade não é apenas privação carnal, santidade é combater o bom combate espiritualmente e repreender em oração todo ataque que pode se suceder. Santidade é dobrar os joelhos e lutar como um soldado, honrando a farda que o Altíssimo nos confiou. A nossa revolta, nosso ódio nunca devem se refletir no ser humano, mas sempre contra as forças espirituais da maldade, que não poucas vezes agem contra o ser humano. E infelizmente, através de seres humanos que se deixam ser usadas pelo Diabo, fazendo guerrilhas, confusões e intrigas. Deus não se agrada de tais atitudes. Pessoas que assim procedem precisam aprender que a nossa luta não é contra os seres humanos e muito menos irmãos em Cristo, que por sinal estão lutando para chegar no mesmo lugar, o céu!
ALGUÉM NO MEIO DA GUERRA E NÃO SABE
Pensemos em alguém que está no meio de uma guerra, mas não sabe. Ou então alguém que foi recrutado e enviado para o furor de uma batalha, mas que se recusa a aceitar e acreditar. Pensa que está tudo muito bem, que tudo é normal e que precisa é relaxar um pouco. Enquanto os tiros e as bombas são atirados à volta da sua casa, ele não se apercebe. Está ocupado demais pensando como utilizar o seu tempo para descansar e não fazer nada.Quando finalmente decide sair de casa, não leva nenhuma arma nem equipamento.O que será que lhe vai acontecer?...Creio que todos nós poderíamos facilmente responder a esta pergunta sem nos enganarmos. Estamos diante de um ato da mais perfeita loucura com consequências inevitavelmente trágicas. No entanto há uma situação que é ainda mais trágica: cristãos que estão no meio de uma guerra mais decisiva e feroz que qualquer guerra física, mas não o sabem (ou teimam em não acreditar). Que loucura! Viver no meio da guerra desarmado, despreparado e desapercebido. A morte é certa, não importa quantos cânticos de vitória o cristão entoe, ou quantos cultos frequente.
TEMPO DE LUTAR COM DETERMINAÇÃO E CORAGEM
Não temos que lutar contra a carne e o sangue (contra as pessoas). Chega de lutarmos uns contra os outros! Lutas entre famílias; lutas entre gerações; lutas entre igrejas; lutas entre denominações (há quem diga que a Igreja é o único exército que luta contra si próprio). Isso tem que acabar! No entanto, é necessário lutar. Não há nada a temer, pois Jesus prometeu a vitória, mas é fundamental vestir toda a armadura de Deus (Ef 6:11) e lutar, orando e vigiando em todo o tempo (Ef 6:18). Só desta forma poderemos cantar e saborear a vitória.Temos que sujeitar-nos a Deus e resistir ao Diabo para que ele possa fugir (Tg 4:7). Não podemos conformar-nos com este mundo (Rm 12:2), mas vencê-lo pela nossa fé (1Jo 5:4), derrubando todas as muralhas (2Co 10:4) da religião, do cepticismo, do comodismo, do materialismo e consumismo, dos prazeres sensuais e imediatos e de tudo o que se levante contra o conhecimento de Deus (2Co 10:5). Precisamos vencer a nossa carne, alimentando o nosso espírito (Gl 5:16,17) e sendo continuamente cheios do Espírito de Deus (Ef 5:18).Este é o tempo de despertarmos para esta realidade e lutarmos com determinação e coragem. Se, como bons soldados de Cristo, não nos embaraçarmos com os negócios desta vida (2Tm 2:4), mas estivermos prontos a tudo o que o Supremo Capitão ordenar, experimentaremos uma grande vitória e construiremos uma igreja poderosa, avivada, sempre crescente, que conquistará esta geração e esta terra para Deus.
CONQUISTA FINAL
Deus quer nos usar para o crescimento do reino celestial. Prendamo-nos naquilo que realmente é o alvo de nossa luta, as hostes e potestades dos ares (demônios); e aos seres humanos vamos dedicar o nosso amor a maior virtude que fala o apóstolo Paulo. O mesmo apóstolo faz um resumo e diz que se nós tivermos tudo e não tivermos amor de nada vale. Procedendo assim vamos mudar a história de muitas pessoas, as quais serão libertas das garras de Satanás e terão o mesmo direito que nós, de serem chamadas filhos de Deus! Amém.
Há dois oponentes convivendo dentro de mim. Constantemente eles combatem. Ganha sempre o que estiver mais preparado para a peleja. A preparação consiste em alimentação e treinamento. As fontes das quais eu bebo definem qual dos lutadores será contemplado. Contemplado com energia e preparo. Quanto mais alimentado e preparado, mais forte este se torna. E o próximo confronto já está definido antes de seu começo. Muito embora, se engana aquele que acredita que a carne é a inimiga infame. Quem está vivo é carne, e quem vive com o Espírito é carne em parte também. Esta é a razão que define o maior privilégio do ser humano; ser carne, mas escolher frustrá-la em nome do Espírito. Não lutamos contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades. E essa máxima define o nosso inimgo. Não é este o nosso corpo nem a natureza humana. O inimigo é toda a gama de planos ardilosos que o caído, juntamente com seus comparsas, arquiteta contra nós, os servos do Rei. Portanto, lutar pela santidade não é apenas privação carnal, santidade é combater o bom combate espiritualmente e repreender em oração todo ataque que pode se suceder. Santidade é dobrar os joelhos e lutar como um soldado, honrando a farda que o Altíssimo nos confiou. A nossa revolta, nosso ódio nunca devem se refletir no ser humano, mas sempre contra as forças espirituais da maldade, que não poucas vezes agem contra o ser humano. E infelizmente, através de seres humanos que se deixam ser usadas pelo Diabo, fazendo guerrilhas, confusões e intrigas. Deus não se agrada de tais atitudes. Pessoas que assim procedem precisam aprender que a nossa luta não é contra os seres humanos e muito menos irmãos em Cristo, que por sinal estão lutando para chegar no mesmo lugar, o céu!
ALGUÉM NO MEIO DA GUERRA E NÃO SABE
Pensemos em alguém que está no meio de uma guerra, mas não sabe. Ou então alguém que foi recrutado e enviado para o furor de uma batalha, mas que se recusa a aceitar e acreditar. Pensa que está tudo muito bem, que tudo é normal e que precisa é relaxar um pouco. Enquanto os tiros e as bombas são atirados à volta da sua casa, ele não se apercebe. Está ocupado demais pensando como utilizar o seu tempo para descansar e não fazer nada.Quando finalmente decide sair de casa, não leva nenhuma arma nem equipamento.O que será que lhe vai acontecer?...Creio que todos nós poderíamos facilmente responder a esta pergunta sem nos enganarmos. Estamos diante de um ato da mais perfeita loucura com consequências inevitavelmente trágicas. No entanto há uma situação que é ainda mais trágica: cristãos que estão no meio de uma guerra mais decisiva e feroz que qualquer guerra física, mas não o sabem (ou teimam em não acreditar). Que loucura! Viver no meio da guerra desarmado, despreparado e desapercebido. A morte é certa, não importa quantos cânticos de vitória o cristão entoe, ou quantos cultos frequente.
TEMPO DE LUTAR COM DETERMINAÇÃO E CORAGEM
Não temos que lutar contra a carne e o sangue (contra as pessoas). Chega de lutarmos uns contra os outros! Lutas entre famílias; lutas entre gerações; lutas entre igrejas; lutas entre denominações (há quem diga que a Igreja é o único exército que luta contra si próprio). Isso tem que acabar! No entanto, é necessário lutar. Não há nada a temer, pois Jesus prometeu a vitória, mas é fundamental vestir toda a armadura de Deus (Ef 6:11) e lutar, orando e vigiando em todo o tempo (Ef 6:18). Só desta forma poderemos cantar e saborear a vitória.Temos que sujeitar-nos a Deus e resistir ao Diabo para que ele possa fugir (Tg 4:7). Não podemos conformar-nos com este mundo (Rm 12:2), mas vencê-lo pela nossa fé (1Jo 5:4), derrubando todas as muralhas (2Co 10:4) da religião, do cepticismo, do comodismo, do materialismo e consumismo, dos prazeres sensuais e imediatos e de tudo o que se levante contra o conhecimento de Deus (2Co 10:5). Precisamos vencer a nossa carne, alimentando o nosso espírito (Gl 5:16,17) e sendo continuamente cheios do Espírito de Deus (Ef 5:18).Este é o tempo de despertarmos para esta realidade e lutarmos com determinação e coragem. Se, como bons soldados de Cristo, não nos embaraçarmos com os negócios desta vida (2Tm 2:4), mas estivermos prontos a tudo o que o Supremo Capitão ordenar, experimentaremos uma grande vitória e construiremos uma igreja poderosa, avivada, sempre crescente, que conquistará esta geração e esta terra para Deus.
CONQUISTA FINAL
Deus quer nos usar para o crescimento do reino celestial. Prendamo-nos naquilo que realmente é o alvo de nossa luta, as hostes e potestades dos ares (demônios); e aos seres humanos vamos dedicar o nosso amor a maior virtude que fala o apóstolo Paulo. O mesmo apóstolo faz um resumo e diz que se nós tivermos tudo e não tivermos amor de nada vale. Procedendo assim vamos mudar a história de muitas pessoas, as quais serão libertas das garras de Satanás e terão o mesmo direito que nós, de serem chamadas filhos de Deus! Amém.
sábado, 18 de setembro de 2010
O azeite da unção
Um dos aspectos mais incomuns do antigo tabernáculo e do templo era o azeite da unção, especialmente preparado com cinco ingredientes específicos, para a unção do templo e dos sumos sacerdotes. Moisés descreveu o mandamento de Deus para o povo de Israel: "E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto segundo a obra do perfumista; este será o azeite da santa unção. E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho" Ex 30:25-26. Um dos cinco ingredientes necessário na preparação do óleo era o cinamomo. O azeite e seus ingredientes foram perdidos, aparentemente para sempre, quando os romanos destruíram o templo em 70 d.C. e queimaram o pequeno bosque onde estavam as únicas duas árvores que produziam um dos cinco ingredientes. Sem um dos ingredientes, os judeus não poderiam mais obedecer os mandamentos de Deus para ungir o templo reconstruído.
Além disso, o profeta Daniel predisse que quando o Messias retornar, será ungido com esse azeite de unção: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dn 9:24. Como essas profecias poderiam se cumprir, se um dos principais ingredientes do azeite foi perdido para sempre? Inacreditavelmente, há vários anos, arqueólogos descobriram em Israel um vaso de barro enterrado perto das cavernas do mar Morto, o qual estava cheio do antigo azeite da unção. Os cientistas confirmaram que o óleo tem dois mil anos de idade e que é composto com os mesmos ingredientes descritos em Êxodo 30:25-26.
Não existe nenhum obstáculo para ofuscar o cumprimento das Sagradas Escrituras. Deus é o Regente do Universo, nenhum dos seus pensamentos podem ser impedidos como disse Jó. Mesmo não tendo os recursos necessários, Deus provê, porque ele é Deus da provisão, Glória a Deus!!!
Além disso, o profeta Daniel predisse que quando o Messias retornar, será ungido com esse azeite de unção: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dn 9:24. Como essas profecias poderiam se cumprir, se um dos principais ingredientes do azeite foi perdido para sempre? Inacreditavelmente, há vários anos, arqueólogos descobriram em Israel um vaso de barro enterrado perto das cavernas do mar Morto, o qual estava cheio do antigo azeite da unção. Os cientistas confirmaram que o óleo tem dois mil anos de idade e que é composto com os mesmos ingredientes descritos em Êxodo 30:25-26.
Não existe nenhum obstáculo para ofuscar o cumprimento das Sagradas Escrituras. Deus é o Regente do Universo, nenhum dos seus pensamentos podem ser impedidos como disse Jó. Mesmo não tendo os recursos necessários, Deus provê, porque ele é Deus da provisão, Glória a Deus!!!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A Nova Jerusalém
O termo Nova Jerusalém ocorre duas vezes no Novo Testamento, nos cap. 3:12 e 21:2 do livro do Apocalipse. A palavra nova em Nova Jerusalém vem da palavra grega kainos, que tem um significado diferente de neos, a outra palavra grega usualmente traduzida como novo; Neos refere-se a algo novamente criado, enquanto kainos significa algo renovado ou refrescado.
Na revelação de apocalipse indica-se que as dimensões da Nova Jerusalem é de 12.000 estádios de comprimento e igual dimensão de largura e de altura (a cada estádio segundo a medida da antiguidade é de 185.20 metros do sistema métrico decimal atual) e 144 côvados a altura de seus muros (a dimensão de um côvado na antiguidade, se determinava pela medida que vai do cotovêlo até o dedo médio da mão, variando de 45 a 60 cm.) Isto é, o comprimento a largura e a altura da Nova Jerusalém é de 2.222 Km e o muro de 70 metros de altura aproximadamente. A Nova Jerusalém nada tem haver com tudo o que já vimos ou imaginamos que ela seja. Conhecemos os sistemas de uma cidade do mundo em que vivemos, e quando imaginamos a Nova Jerusalém o que temos em mente é aquilo que já visualizamos, que no caso são as cidades limitadas e com muitos problemas para serem resolvidos pelos administradores das mesmas. Porém, quando falamos na cidade Santa, temos que fazer algumas considerações:
a) Não existe penitenciárias, pois lá não entra criminosos.
b) Não existe hospitais, porque lá não haverá doentes.
c) Não existe nenhum sistema de segurança, não existe violência.
d)Não existe sistema de energia, porque a glória de Deus iluminará e nào haverá noite.
e)Não existe políticos, porque o governo é teocrático ( governo de Deus ).
f) Não existe cemitérios, não haverá mortos.
g)Não existe comércio, nada se vende e se compra.
h)Não existe aeroportos, não precisa de aviões.
i)Não existe mendigos, não haverá miséria.
j)Não existe sistema bancário.
Enfim, nada tem haver das cidades deste mundo em comparação com a Nova Jerusalém!
Segundo João na sua visão:
1- Os muros são de jaspe. Este mineral quebra com uma superfície lisa que seja usada para a ornamentação ou como uma Gema. Pode altamente ser lustrado e é usado para vasos, selos, e em uma vez para caixas de snuff. Quando as cores estão nas listras ou nas faixas, é chamado jasper listrado ou unido. O Egyptian Pebble é um jasper amarelo marrom. Existe um tipo de Jaspe negro chamado de Basanite ou Pedra-de-toque, usado para testar a pureza do ouro.Neste teste, risca-se o basanite com o objeto de ouro e a seguir, coloca-se ácido clorídrico sobre o risco, o ácido ataca o cobre e pela reação, sabe-se a qualidade do ouro.
2- A cidade é de ouro puro. O ouro puro é denominado ouro 1000 ou 24 quilates (24K). Na realidade, o ouro nunca tem uma pureza total, e a classificação mais alta cai para 999 pontos. O ouro 24K que chamamos de 100% puro equivale a 999 pontos na escala européia. O ouro 18K, que tem uma pureza de 75%, equivale a 750 pontos. Só que na Nova Jerusalém o ouro é realmente puro, ouro 1000.
3- Os fundamentos do muro da cidade eram adornados de toda a pedra preciosa.
3.1- Jaspe
3.2- Safira - (do hebraico: ספּיר Sapir) é uma variedade da forma monocristalina de óxido de alumínio (Al2O3), um mineral chamado corindon. Pode ser encontrada na natureza sob a forma de gemas ou produzida de forma sintética para uma infinidade de aplicações.
3.3- Calcedônia - variedade de quartzo.
3.4- Esmeralda - é uma variedade do mineral berilo (Be3Al2(SiO3)6), a mais nobre desse grupo. Outras pedras do grupo do berilo são a água-marinha a morganite e o próprio berilo. Sua cor verde é devida à presença de quantidades mínimas de crômio e às vezes vanádio . É altamente apreciada como gema e onça por onça é a pedra mais valiosa no mundo, perdendo algum desse valor frequentemente devido às inclusões que ocorrem em todas as esmeraldas, porém são essas inclusões que podem determinar se a gema é verdadeira. Tem dureza de 7.5 - 8.0 pontos na Escala de Mohs de dureza, no entanto esta dureza pode ser bastante reduzida dependendo do número e tamanho das inclusões numa determinada pedra. As principais jazidas de esmeraldas são colombianas e pode ser encontrada também no Brasil e no Zimbábue. Sua transparência é de transparente a opaca, mas apenas as variedades mais preciosas são transparentes. A etimologia da palavra "esmeralda" pode provir de duas origens:
* do grego "smaragdos"
* do hindu antigo, de significado "pedra verde"
A esmeralda é extremamente sensível a pancadas fortes, riscos e mudanças de temperatura repentinas.
3.5- Sardônica.
3.6- Sárdio - é uma variedade de calcedônia com cor castanha a castanha avermelhada e translúcida. Difícil de distinguir da cornalina uma vez que a diferença está apenas na cor ligeiramente mais intensa e acastanhada.
3.7- Crisólito - Variedade transparente de olivina.
3.8- Berilo - é um ciclossilicato de berílio e alumínio com fórmula química Be3Al2(SiO3)6. Os cristais hexagonais do berilo podem ser de tamanho muito pequeno ou atingir dimensões de alguns metros. Os cristais terminados são relativamente raros. O berilo exibe fratura , tem uma concoidal dureza de 7,5-8, um peso específico de 2,63-2,80. Possui brilho vítreo e pode ser transparente ou translúcido. Clivagem basal fraca, com hábito bipiramidal dihexagonal. O berilo puro é incolor, mas é matizado freqüentemente por impurezas; as cores possíveis são verde, azul , amarelo, vermelho, e branco. O seu nome tem origem no grego beryllos (bela cor azul-esverdeada da água do mar).
3.9- Topázio - Cristaliza no sistema ortorrômbico e seus cristais são na maior parte prismáticos terminados ou não por faces piramidais, frequentemente apresentando pinacóide basal. Tem uma perfeita clivagem basal e por isso as gemas ou outros espécimes finos devem ser seguradas com cuidado para evitar que apareçam falhas de clivagem. A fratura é concoidal e desigual. O topázio tem uma dureza de 8, peso específico entre 3.4-3.6, e um brilho vítreo. Quando puro é transparente mas em geral matizado por impurezas; em termos de cor o topázio típico apresenta-se cor de vinho ou amarelo-claro. Pode também ser branco, cinza, verde, azul, ou amarelo-avermelhado e transparente ou translúcido. Quando aquecido, o topázio amarelo torna-se frequentemente rosa-avermelhado.
3.10- Crisópaso - Do gr. Khrysóprasos - é uma variedade de calcedónia (quartzo), composta na sua maioria por dióxido de silício. Tem uma coloração verde, que pode variar desde verde pálido até verde-escuro, passando por as nuances. A sua coloração deve-se ao níquel presente nesta pedra. Normalmente é uma gema translúcida, e pode ser uma pedra de grande valor comercial se for semi-transparente com uma boa cor (cor de maçã).
É uma pedra usada em joalharia que é conhecida desde a época dos antigos gregos e usada por estes. Não só era utilizada em sinetes como também em jóias da época.
Este mineral pode ser encontrado em solos lateríticos. Um dos principais processos de formação deste mineral acontece neste tipo de solos. Um solo laterítico (ou laterita) é um solo que é formado através da deposição de elementos do solo, como o ferro e o alumínio, que acabam por formar uma camada que impede que a água penetre no solo sob esta camada. Poderá acontecer que durante a formação desta camada, haja o transporte de sílica para níveis inferiores a esta camada, que é depositada, dando-se depois a formação deste mineral.
3.11- Jacinto - O Jacinto é uma pedra preciosa, da cor alaranjada, a primeira da Terceira ordem das doze pedras do sumo-sacerdote e o décimo-primeiro fundamento da Nova Jerusalém (Ap. 21:20).
3.12- Ametista - é uma variedade violeta ou púrpura do quartzo, muito usada como ornamento. Diz-se que a origem de seu nome é do grego, methuskein, "intoxicar", de acordo com a antiga crença de que esta pedra protegia seu dono da embriaguez. Entretanto, de acordo com o Rev. C. W. King, a palavra provavelmente é uma corruptela de um nome oriental da pedra. A ametista foi usada como pedra preciosa pelos antigos egípicios e era amplamente empregue na antiguidade por entalhadores. Contas de ametista foram encontradas em túmulos anglo-sanxônicos na Inglaterra.
Imagine um muro de Jaspe com 12 fundamentos de pedras preciosas, com 70 metros de altura aproximadamente, por 4.937 km² de extensão aproximadamente. Que coisa fantástica de se ver, nada comparado com os muros da Terra, que por mais lindos e esplendorosos que sejam, não chega aos pés do muro da Nova Jerusalém.
4- A cidade tem 12 portas – Cada porta é uma pérola.
5- A praça da cidade – feita de ouro puro, como vidro transparente.
6- No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio. Estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore {são} para a saúde das nações.
Paulo tinha razões sobejas quando disse: Mas, como está escrito: {As coisas} que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem {são} as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus,
1 Corínthios 2.9 ,10. Estejamos preparados porque a qualquer momento estaremos adentrando nos portais desta maravilhosa cidade, preparada para aqueles que aceitam Jesus Cristo como seu único Salvador e Senhor e permanece fiel a sua palavra, Amém!!!
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